O reforço às Guardas Municipais no Rio Grande do Norte tem sido apontado como uma medida prática para ampliar a presença do poder público na ponta, especialmente em cidades em que o efetivo estadual é insuficiente para cobrir todas as demandas. Dentro dessa lógica, o mandato do senador Styvenson Valentim direcionou recursos para equipar e estruturar guardas municipais em diferentes municípios potiguares, com foco em ampliar capacidade de patrulhamento, resposta rápida e atuação preventiva. A estratégia, ao longo dos anos, foi fortalecer o papel dessas corporações como apoio à segurança urbana e proteção de patrimônio público.
De acordo com o balanço divulgado pelo próprio mandato, o pacote de investimentos em segurança pública no estado somou R$ 11,98 milhões entre 2019 e 2025, contemplando polícias Militar e Civil, guardas municipais e infraestrutura considerada estratégica. Dentro desse montante, há referência a cerca de R$ 3 milhões aplicados na aquisição de equipamentos e viaturas, incluindo itens como câmeras corporais, equipamentos de informática, mobiliário e drones, além de veículos destinados também a Guardas Municipais. O objetivo declarado é melhorar as condições de trabalho, elevar o padrão tecnológico e permitir maior mobilidade operacional, o que impacta diretamente o tempo de resposta em ocorrências e o monitoramento de áreas de maior fluxo.
Styvenson tem associado esses investimentos a uma visão de “entregar estrutura e cobrar execução”, defendendo que o envio de recursos precisa vir acompanhado de fiscalização e metas claras. A narrativa do mandato enfatiza que o fortalecimento das guardas municipais contribui para a redução de vulnerabilidades em bairros e áreas comerciais, além de apoiar ações integradas com outras forças. Em pronunciamentos e materiais institucionais, a ênfase é no ganho de capacidade operacional e no efeito dissuasório de rondas mais frequentes e equipamentos adequados.
Para os próximos anos, a tendência é que os municípios com guardas mais estruturadas avancem em integração de sistemas, capacitação e protocolos conjuntos com forças estaduais, especialmente em temas como videomonitoramento, patrulhamento comunitário e proteção de escolas e unidades de saúde. O investimento em tecnologia e logística abre espaço para operações mais inteligentes e para a consolidação de rotinas de transparência — como registro de ações e uso de câmeras — que ajudam a qualificar o serviço e aumentar a confiança da população nas instituições de segurança.