Shelly Kittleson foi capturada na capital iraquiana apesar de avisos prévios de Washington; FBI entra nas buscas e suspeitos do grupo Kataib Hezballah são detidos.
O governo do Iraque e a Casa Branca confirmaram nesta quarta-feira (1º) o sequestro da jornalista norte-americana independente Shelly Kittleson em Bagdá. A captura, ocorrida em meio à cobertura de conflitos regionais, impacta diretamente a liberdade de imprensa em zonas de guerra e a estabilidade diplomática entre EUA e Iraque , especialmente após a detenção de um suspeito com ligações diretas ao grupo Kataib Hezballah, milícia financiada pelo Irã.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, Kittleson — que colabora com veículos como BBC e Al-Monitor — já havia sido alertado oficialmente sobre riscos iminentes antes de sua viagem. Os indicadores de segurança na região apontam para um cenário de volatilidade extrema: no 32º dia da guerra entre EUA/Israel e o Irã, grupos insurgentes como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda intensificaram atividades oportunistas. Imagens que circulam nas redes sociais, ainda sob perícia, mostram o momento em que um jornalista está obrigado a entrar em um veículo sob escolta armada. Em resposta, Washington acionou o FBI e reiterou a ordem para que todos os cidadãos americanos deixassem o território iraquiano imediatamente.
“O governo trabalha com o FBI para garantir sua libertação”, afirmou o Departamento de Estado . Tal posicionamento converge com as demandas atuais de proteção civil em áreas de conflito e contenção do avanço de milícias xiitas , mas o sequestro coloca em xeque a capacidade do governo iraquiano de garantir a segurança de aliados em seu próprio território, enquanto Teerã nega envolvimento direto em ações de grupos paramilitares fora de suas fronteiras.