CLIMA IMPREVISÍVEL, RENDA INCERTA E DESPERDÍCIO DE ÁGUA: O QUE OS PRODUTORES RURAIS ENFRENTAVAM

Para os micro e pequenos produtores do litoral norte e do agreste do
Rio Grande do Norte — como os de João Câmara, Touros e Taipu —, o
cotidiano agrícola sempre foi marcado por incertezas difíceis de gerenciar.
As chuvas irregulares do semiárido tornavam qualquer planejamento uma
aposta. A água disponível era usada de forma fragmentada, sem integração
entre as atividades, gerando desperdício em um ambiente onde nada deve
ser desperdiçado.

Quem criava peixe desperdiçava a água rica em nutrientes. Quem plantava
legumes usava água limpa onde poderia usar a efluente dos tanques.
As duas atividades existiam lado a lado, sem se falar, sem se complementar
— e a renda de cada uma ficava bem abaixo do potencial real das propriedades.

A tecnologia de integração piscicultura-irrigação existia, mas chegava
tarde ou nunca ao agricultor familiar do interior do RN. Sem convênio,
sem recurso e sem a articulação política necessária, essa inovação
ficava restrita a grandes produtores ou a pesquisas acadêmicas distantes
da realidade do campo.

Foi o Senador Styvenson Valentim quem viabilizou a mudança, articulando
mais de R$ 1 milhão com o Ministério da Agricultura para implantar o
sistema integrado nas propriedades. O resultado foi visto nas visitas
de setembro de 2025: produtores com eficiência triplicada e a certeza
de que a solução que faltava finalmente chegou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *