COMBATE AO DESVIO: STYVENSON REAFIRMA RIGOR NA FISCALIZAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS E PANDEMIA NO RN

Em entrevista, o relatório detalha o uso de emendas para investimentos, critica a falta de transparência em custos e defende a investigação de contratos estaduais.

O senador Styvenson Valentim reafirmou sua postura de independência e vigilância sobre o uso do dinheiro público no Rio Grande do Norte. Em entrevista detalhada à TRIBUNA DO NORTE , o parlamentar destacou que sua atuação não se limita à legislação, mas foca intensamente na fiscalização do Executivo. Ele confirmou que solicitará dados que embasam investigações sobre contratos realizados durante a pandemia no estado, com o objetivo de encaminhar ao Tribunal de Contas da União (TCU) quaisquer obrigações de mau uso de verbas federais.

Um dos pontos centrais da estratégia do Senado é a diferenciação entre emendas de custeio e de investimento . Styvenson criticou a prática comum de destinar recursos em segundo lugar para custeio, que, ele, é mais difícil de rastrear. Em contrapartida, o parlamentar prioriza investimentos em obras e equipamentos — como o caso da compra de respiradores e reformas hospitalares — por serem ativos visíveis e auditáveis ​​pela população. “Aplica a maior parte em investimentos, porque é a obra que a pessoa vê”, apontou, ressaltando que a liberação desses recursos depende da eficiência técnica e da transparência dos prefeitos.

Sobre a condução política, Styvenson manteve sua linha de distanciamento de coalizões tradicionais, negando ser base de apoio cega a qualquer esfera de governo (federal, estadual ou municipal). Ele destacou que vota de acordo com o que considera benéfico para o país, sem realizar trocas por cargas ou favores. Essa postura de “fala sem filtros” e rigor técnico é o que sustenta sua liderança nas pesquisas, mesmo diante da resistência de setores da política tradicional que não se adaptam ao seu perfil de fiscalização direta.

Questionado sobre o futuro e o cenário eleitoral, o senador reiterou que sua prioridade é concluir o mandato de forma limpa. Ele enfatizou que a decisão sobre candidaturas majoritárias deve partir da vontade popular e não de acordos de gabinete. “Quem tem de dizer quem é candidato é a população”, afirmou, sinalizando que qualquer movimento futuro dependerá da pressão e do desejo dos candidatos potiguares por uma gestão pautada na economia e na eficiência administrativa.

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