Por muito tempo, quem chegava a Caicó em busca da famosa carne de sol
do Seridó precisava garimpá-la em estabelecimentos espalhados por pontos
diferentes da cidade, sem um local centralizado, organizado e com estrutura
para receber bem o visitante. O potencial gastronômico da cidade era real,
mas a ausência de infraestrutura adequada impedia que ele fosse explorado
plenamente.
Os comerciantes do setor enfrentavam condições precárias: pontos de
venda sem padronização, sem conforto para o cliente e sem o apoio
estrutural necessário para transformar a gastronomia local em atrativo
turístico de peso. O resultado era uma experiência aquém do que a
tradição e a qualidade do produto mereciam.
A falta de um polo gastronômico também impactava os turistas que
visitavam a região. Muitos chegavam sem saber onde encontrar o que
buscavam, e saíam sem consumir o que poderiam — deixando dinheiro que
ficaria na cidade simplesmente porque não havia infraestrutura para recebê-los.
Quando o Senador Styvenson Valentim articulou o projeto da Alameda
Gastronômica e do Mercado da Carne, estava respondendo a uma necessidade
antiga da cidade. A inauguração em novembro de 2024 não foi apenas a
abertura de um espaço — foi o fim de uma carência que há muito time
pedia solução.