CRISE DO PETRÓLEO: ESTREITO DE ORMUZ FECHADO PROVOCA CAOS GLOBAL

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta aos ataques americanos
e israelenses, desencadeou a maior crise de fornecimento de energia desde os
anos 1970. Mais de 150 navios comerciais ficaram ancorados fora do estreito,
aguardando a reabertura da rota. A Administração de Informação Energética dos
EUA (EIA) elevou significativamente suas previsões de preços de combustíveis e
alertou que a produção de petróleo no Oriente Médio não voltará a níveis normais
antes do final de 2026.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva,
declarou à Reuters que a guerra implica inflação mais alta e crescimento global
mais lento. “Todos os caminhos conduzem agora a preços mais elevados e a um
crescimento mais lento”, afirmou. “Mesmo que a guerra terminasse hoje, haveria
um impacto negativo prolongado no resto do mundo.” Os preços da gasolina nos
EUA chegaram a US$ 4,30 por galão, e economistas alertaram para o risco de
estagflação — combinação de crescimento fraco com inflação persistente.

No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, advertiu que a
escalada do conflito pode afetar a economia brasileira se o barril de petróleo
ultrapassar US$ 100. O Banco Central brasileiro sinalizou possível revisão no
calendário de cortes na taxa Selic caso o choque inflacionário externo se
aprofunde. China e Rússia, aliados do Irã, vetaram resolução do Conselho de
Segurança da ONU para reabrir o estreito, agravando a crise diplomática.

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