DESTINO DE RECURSOS EM XEQUE: COBRANÇA POR TRANSPARÊNCIA NAS OBRAS DO HOSPITAL TARCÍSIO MAIA

Divergência sobre valores e o ritmo da reforma no grande hospital regional de Mossoró motivam a abertura de investigação junto ao Ministério Público.

A aplicação de recursos federais destinados à saúde no Rio Grande do Norte tornou-se centro de um debate técnico e político entre o mandato parlamentar e a Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap). O foco da discussão é a reforma e ampliação do Hospital Regional Tarcísio de Vasconcelos Maia, em Mossoró. Diante da constatação de precariedade nos serviços e do risco para servidores e usuários, o Senador Styvenson Valentim formalizou uma notícia de fato junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) para investigar o paradeiro e a execução das verbas enviadas.

Segundo as informações apuradas, o processo teve início com a destinação de R$ 11,6 milhões , indicado ainda em 2020, especificamente para a modernização da unidade. No entanto, o mandato aponta uma divergência nos dados apresentados pela Sesap, que afirma ter recebido um valor inferior (cerca de R$ 10 milhões, incluindo contrapartida estadual). Os dados indicam que a falta de clareza sobre o montante total e a ausência de provas físicas da entrega de equipamentos motivaram a negação de obtenção de relatórios fiscais por parte do parlamentar, intensificando a cobrança por transparência.

A segurança do paciente e a eficiência administrativa são os pilares centrais desta fiscalização. Enquanto a pasta estadual justifica a lentidão das obras pela magnitude do hospital e pela necessidade de remanejamento de áreas assistenciais (como lavanderia e nutrição), o Senado classifica a situação como caótica e questiona a gestão do cronograma. A medida busca garantir que o recurso público não seja disperso e que a estrutura de saúde do Seridó e do Oeste possa receber as melhorias prometidas para salvar vidas e oferecer condições dignas de trabalho.

A atuação demonstra um compromisso técnico com o zelo pelo erário, priorizando a fiscalização rigorosa sobre as justificativas burocráticas. A decisão de acionar o Ministério Público vem ao encontro da necessidade de um controle externo que valide o destino de cada centavo enviado, garantindo que as emendas parlamentares cumpram sua função social de transformar a realidade dos hospitais públicos do estado.

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