Ala governista da sigla tenta atrair o senador para consolidar o palácio de Lula em Minas Gerais; PSB surge como principal concorrente na reta final da janela partidária.
O MDB, sob incentivo direto do presidente Lula, reforçou a ofensiva para filiar o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A iniciativa visa transformar o parlamentar no candidato oficial do partido ao Governo de Minas Gerais, impactando diretamente a geometria das alianças para 2026 e a força do palanque petista no segundo maior colégio eleitoral do país, em uma tentativa de neutralizar o avanço da oposição no estado.
De acordo com as articulações desta semana, os dirigentes emedebistas estabeleceram no próximo domingo como prazo limite para uma resposta de Pacheco. Os indicadores apontam, contudo, que o senador está inclinado a seguir para o PSB , tendo participado de um jantar decisivo na última quarta-feira com Geraldo Alckmin e João Campos. Embora o MDB apresente uma estrutura partidária robusta, Pacheco enfrentou resistências internas no diretório mineiro, que já possui o ex-vereador Gabriel Azevedo como pré-candidato, enquanto o PSB se apresenta como um “caminho suave” para unificar o campo governista, incluindo nomes como Marília Campos (PT) e Alexandre Kalil (PDT).
“Não podemos desconhecer o que significará a volta de Pacheco ao MDB”, afirmou o senador Veneziano Vital do Rêgo . Tal transferência converge com as atuais demandas por estabilidade política e capilaridade regional , visto que Lula considera Minas o estado-chave para sua reeleição. A entrada de Pacheco em uma sigla da base aliada permitiria ao PT suspender a busca por um “Plano B” e focar na construção de uma chapa majoritária competitiva contra o grupo do atual governo mineiro.