Os principais governadores de oposição articulam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na
corrida presidencial de 2026, embora a unidade do campo ainda enfrente obstáculos.
Tarcísio de Freitas (SP) mantém posição estratégica ambígua, não confirmando explicitamente
seu apoio. Ronaldo Caiado (PSD-GO), que lançou pré-candidatura própria, negocia a possível
desistência em troca de apoio para outros projetos políticos. Romeu Zema (Novo-MG) também
tem candidatura própria declarada. A fragmentação da direita é vista como um risco para
a candidatura de Flávio Bolsonaro, que pode sofrer dispersão de votos no primeiro turno.
A estratégia do PL é consolidar Flávio como o candidato único da direita o mais cedo
possível, para evitar que o campo eleitoral da oposição chegue dividido a outubro.
Analistas apontam que o ativo mais importante de Flávio é o sobrenome e a lealdade
da base bolsonarista, mas que o candidato ainda precisa construir uma identidade política
própria e ampliar sua aceitação além do eleitorado mais ideologizado da direita.