O governo Lula acelerou o cronograma de obras de infraestrutura em todo o país, com
o objetivo de realizar inaugurações e entregas antes das eleições de outubro de 2026.
Rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e projetos de geração de energia são alguns dos
setores em que o governo tem buscado antecipar conclusões.
O ministério dos Transportes e outros ministérios de infraestrutura realizam eventos de entrega com presença do
presidente e de ministros, transformando as obras em capital político. Críticos apontam
que a corrida por inaugurações pode comprometer a qualidade das obras e levar a entregas
incompletas ou mal executadas. O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-
Geral da União (CGU) monitoram os contratos e as obras do governo, com auditorias
em andamento em diferentes programas. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),
relançado pela gestão Lula, é a principal vitrine de investimentos em infraestrutura.
A meta do governo é que os resultados concretos do PAC sejam visíveis pelo eleitorado
até outubro, contribuindo para a narrativa de que o atual governo entrega obras e gera
empregos para a população.