Mais de 20 ministros deixam governo federal para disputar eleições de 2026

Com a aproximação das eleições de outubro de 2026, o governo federal planejou uma ampla reformulação em seu primeiro escalão. A expectativa no Palácio do Planalto era de que mais de 20 ministros deixassem seus cargos nos meses anteriores ao prazo final de desincompatibilização, fixado em 4 de abril.

As pastas devem ser assumidas interinamente pelos secretários-executivos, garantindo a continuidade administrativa até a nomeação de novos titulares. Na última reunião ministerial de 2025, o presidente orientou diretamente seus auxiliares que pretendem disputar eleições: “Ganhem o cargo que vão disputar”, afirmou, segundo relatos de participantes do encontro.

Entre as saídas confirmadas, o ministro dos Transportes, Renan Filho, decidiu concorrer à reeleição ao governo de Alagoas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi cotado para disputar o governo de São Paulo, mas resistia ao convite e sinalizou ao presidente o desejo de deixar o cargo antes do fim do mandato sem necessariamente disputar eleições.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve deixar o cargo para coordenar o marketing da campanha de reeleição, repetindo a função que exerceu com sucesso em 2022. A primeira baixa
confirmada foi a do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que pediu demissão em janeiro alegando motivos pessoais e familiares. Ele afirmou ter cumprido seu papel no Executivo. As mudanças representam um dos maiores rearranjos ministeriais dos últimos anos no Brasil.

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