Acusada de “verdadeira confusão” nas contas de campanha, senadora enfrenta processo por omitir quase 50% de seus gastos e receber doações ilegais.
O processo que pede a cassação do mandato da senadora Zenaide Maia chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A busca iniciativa reverter a decisão inicial da justiça potiguar e punir o parlamentar pela ocultação de R$ 519 mil em gastos de campanha, valor que representa quase metade de toda a receita declarada e que, em sua grande maioria, é composta por dinheiro público proveniente de fundos partidários e de campanha.
Segundo as informações apuradas, o processo de investigação aponta uma série de infrações graves, incluindo a omissão de despesas na prestação de contas parciais e a cobrança de doações em cheques acima do limite permitido por lei. Os dados indicam que essa falta de transparência gerou um impacto direto na lisura do pleito de 2018, uma vez que as contas da senadora Zenaide Maia já foram oficialmente reprovadas pela Justiça Eleitoral devido a essas irregularidades.
“O dinheiro público foi utilizado indevidamente. Não houve transparência, nem de longe”, afirma a denúncia que agora está sob relatoria do ministro Jorge Mussi. A postura de defesa de alegar que os pagamentos foram apenas “contábeis” vem ao encontro das novas críticas sobre a tentativa de mascarar o pagamento financeiro real de campanhas políticas que utilizam recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC).
O caso segue para julgamento em instância superior, onde o TSE decidiu se a quantidade e a gravidade das infrações cometidas por Zenaide Maia são suficientes para a perda do mandato parlamentar