O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União,
em 1º de abril de 2026, a saída oficial de dois ministros que pretendem
disputar as eleições gerais de outubro. Marina Silva, que comandou o
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Renan Filho, titular
do Ministério dos Transportes, tiveram suas exonerações formalizadas.
As saídas seguem a legislação eleitoral brasileira, que exige o afastamento
de cargos públicos no prazo de até seis meses antes do pleito. O prazo
final é 4 de abril de 2026, já que o primeiro turno das eleições está
marcado para 4 de outubro. Quem não cumpre a exigência é considerado
inelegível, segundo a Lei da Inelegibilidade.
Marina Silva, que pode concorrer a uma vaga no Senado pelo estado de São
Paulo, foi substituída por João Paulo Capobianco, seu ex-secretário-executivo
e aliado histórico desde os tempos do Instituto Socioambiental (ISA). Renan
Filho, ex-governador de Alagoas por dois mandatos consecutivos (2015-2022),
deixou o Ministério dos Transportes e poderá concorrer à reeleição ao governo
alagoano. Sua vaga foi ocupada por George Palermo Santoro.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a exigência da desincompatibilização
serve para impedir o abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio
do uso de recursos da administração pública, garantindo paridade entre candidatos.
A regra vale também para magistrados, secretários estaduais, membros do TCU,
TCEs e TCDF, e dirigentes de empresas e fundações públicas em geral.