Presidente do PL afirma que união da família é condição para vitória de Flávio Bolsonaro e planeja reunião decisiva; racha envolve Michelle e Eduardo, que permanecem nos EUA.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cortou o silêncio sobre as tensões internas da família Bolsonaro durante um evento do grupo Lide, em São Paulo, nesta segunda-feira (30). A iniciativa de expor publicamente a necessidade de uma “resolução familiar” impacta diretamente a estratégia eleitoral do partido e a estratégia da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro , uma vez que o engajamento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é visto como peça-chave para atrair o eleitorado feminino e evangélico.
De acordo com Valdemar, o racha entre os filhos do ex-presidente e Michelle tem impedido, inclusive, o retorno de Eduardo Bolsonaro ao Brasil, que permanece em solo americano desde o início de 2025. Os indicadores políticos apontam que o partido tenta agora costurar uma saída diplomática em uma reunião agendada para o próximo final de semana. Como alternativa de fortalecimento da chapa, Valdemar voltou a defender o nome da senadora Tereza Cristina para a vice-presidência, buscando um perfil técnico e moderado que dialogasse com o agronegócio e minimizasse as falas radicais do clã.
“Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil”, sentenciou Valdemar Costa Neto . Tal posicionamento converge com as demandas atuais de estabilidade partidária e ampliação de base , especialmente em meio ao “caso Master”. Sobre o escândalo financeiro, o dirigente tentou inverter o ônus político, apontando que a resistência da base governamental em negociar uma CPI indica envolvimento de aliados de Lula, apesar das investigações atuais citarem nomes de peso da direita, como Ciro Nogueira (PP).