A megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho no final de 2025,
que resultou em mais de 121 mortes, continua reverberando no debate político e judicial
em 2026.
Organizações de direitos humanos pediram investigação independente sobre os
eventos, questionando se houve uso desproporcional de força pelas autoridades. O governo
estadual do Rio de Janeiro defende a operação como necessária para desmantelar a
estrutura do crime organizado nos complexos do Alemão e da Penha. A Polícia Civil e
Militar do Rio contaram com cerca de 2,5 mil agentes na ação, que incluiu o uso de
drones e equipamentos de alta tecnologia. Criminosos ergueram barricadas, lançaram
explosivos e abriram fogo contra as equipes policiais durante o confronto. O Ministério
Público estadual e federal acompanham as investigações sobre eventuais abusos. O debate
sobre o “modelo Bukele” de tolerância zero ao crime, inspirado no presidente de El
Salvador, ganhou tração entre políticos da direita.
O caso coloca em evidência a tensão
entre efetividade no combate ao crime e respeito aos direitos humanos, um dos dilemas
mais difíceis da segurança pública brasileira.