O crescimento econômico global em 2026 será marcado por uma profunda assimetria:
enquanto economias emergentes, especialmente as asiáticas, continuam a se expandir
a ritmos significativamente superiores, as economias avançadas da Europa e do
Japão perdem dinamismo. A Índia e a Indonésia lideram o crescimento entre as
grandes economias, sustentadas por demanda interna robusta e políticas fiscais
ativas. A China, apesar do crescimento moderado, segue sendo o segundo maior
mercado consumidor do mundo.
Para os países de baixa renda e economias frágeis, as perspectivas são mais
sombrias. O Banco Mundial aponta que o crescimento moderado, os orçamentos
apertados e o enfraquecimento da cooperação multilateral obstaculizam o progresso
rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A geração de empregos para os
1,2 bilhão de jovens que chegarão à idade de trabalhar até 2035 nos países
emergentes e em desenvolvimento será cada vez mais desafiadora num contexto de
desaceleração global e avanço da automação.
A fragmentação da economia global — com blocos comerciais se fechando em torno
de grandes potências — eleva os custos de comércio e pode resultar em perdas
permanentes de bem-estar econômico, especialmente para países pequenos e
dependentes do comércio exterior. O FMI alerta que, sem maior coordenação de
políticas entre as principais economias, as pressões atuais podem “enclausurar
o mundo num caminho de crescimento mais baixo”. O multilateralismo, já fragilizado
desde a pandemia, enfrenta seu maior teste desde o fim da Segunda Guerra Mundial.