PAÍSES RECUSAM AJUDA A TRUMP NO ESTREITO DE HORMUZ E IRÃ ATACA OLEODUTO

Aliados europeus e Austrália negam envio de navios de guerra para escolta de petroleiros; Teerã atinge terminal estratégico em Fujairah e fecha aeroporto de Dubai.

O misto de apelo e ameaça feito por Donald Trump para que outros países enviem navios de guerra para o Estreito de Hormuz não surtiu efeito imediato. A iniciativa de Washington de formar uma coalizão naval foi rejeitada por Reino Unido, Alemanha, Itália e Austrália, impactando diretamente a segurança do comércio global de energia, já que o estreito concentra um quinto da produção mundial de petróleo e gás.

De acordo com as informações apuradas, Trump demonstrou descontentamento com a falta de entusiasmo dos aliados, chegando a sugerir que a ausência de apoio europeu terá consequências negativas para o futuro da Otan. Os indicadores apontam que, enquanto potências como o Japão e a Coreia do Sul avaliam a situação, o Irã mantém a estratégia de criar caos econômico para forçar o fim do conflito. Nesta segunda-feira, a tensão escalou com ataques iranianos ao terminal de Fujairah — único oleoduto dos Emirados Árabes que desvia de Hormuz — e a explosão de um drone no aeroporto de Dubai, interrompendo operações em um dos maiores centros logísticos do mundo.

“A guerra no Irã não é assunto da Otan”, declarou o premiê alemão, Friedrich Merz. Tal posicionamento converge com as atuais demandas por estabilidade diplomática e regional, evidenciando o isolamento de Trump e Benjamin Netanyahu na condução da ofensiva militar. Por outro lado, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permanece aberto para nações não aliadas aos EUA, permitindo a passagem de um petroleiro paquistanês como sinal de boa vontade.

Mediante a recusa de apoio internacional e a intensificação dos ataques de Teerã a infraestruturas vitais, a expectativa é que os preços do petróleo sofram nova rodada de volatilidade nas bolsas globais.

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