PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA SERVIDORES POR VAZAMENTO DE DADOS DA ESPOSA DE MORAES

Investigação do STF aponta acessos ilícitos em unidades da Receita Federal; quatro funcionários foram afastados e tiveram sigilos quebrados após auditoria detectar rastros nos sistemas.

A Polícia Federal avançou em uma investigação sensível que envolve a segurança de dados de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa ocorre após uma auditoria da Receita Federal detectar acessos indevidos às informações cadastrais da advogada Viviane Barci de Moraes, impactando diretamente o setor de inteligência e controle do funcionalismo público, com o afastamento imediato de quatro servidores suspeitos de integrarem o esquema.

De acordo com o inquérito, as consultas ilícitas partiram de unidades em Santos e no interior de São Paulo, focando em dados como CPF e filiação da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Os indicadores apontam que o caso está conectado à Operação Compliance Zero e ao recente vazamento de contratos milionários do escritório Barci de Moraes Associados com o Banco Master. A Receita Federal enfatizou que seus sistemas são “totalmente rastreáveis”, permitindo a identificação dos usuários Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que agora cumprem medidas cautelares, como recolhimento domiciliar e retenção de passaportes.

“Qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, informou a Receita Federal em nota oficial. Tal rigor converge com as atuais demandas por proteção de dados e integridade institucional, especialmente após o STF determinar uma varredura completa nos sistemas do Fisco e do Coaf para identificar abusos contra autoridades nos últimos três anos, enquanto parte da Corte demonstra preocupação com o uso das investigações como possível forma de pressão sobre órgãos de controle.

Mediante a quebra dos sigilos telemáticos e bancários dos investigados, a expectativa é que a Polícia Federal identifique se houve motivação financeira ou política por trás dos vazamentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *