A bancada bolsonarista retirou o apoio ao governo após revelações de contratos entre o escritório do governador e fundo investigado pela Polícia Federal.
A cúpula do PL no Distrito Federal oficializou o rompimento com o governador Ibaneis Rocha, protocolando um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Legislativa. A negociação ocorre após a divulgação de vínculos comerciais entre o escritório de advocacia do emedebista e o grupo Reag Investimentos, impactando diretamente a estabilidade da base governamental e o desenho das chapas majoritárias para as próximas eleições.
Segundo as informações apuradas, o estopim da crise foi a venda de direitos sobre honorários advocatícios no valor de R$ 38,13 milhões pelo escritório de Ibaneis para um fundo vinculado à Reag, investigado por fraudes financeiras. Os indicadores apontam que o bolsonarismo pretende utilizar a CPI para investigar o prejuízo bilionário no BRB, enquanto o governador nega qualquer participação nas negociações, reiterando que está deficiente de suas funções jurídicas desde 2018.
“Quando aparecem graves de desvio de recursos, temos obrigações de agir”, afirmou a deputada federal Bia Kicis . Tal posicionamento converge com as atuais demandas por moralidade administrativa , fornecido também como pretexto para o PL isolar Ibaneis e consolidar uma chapa própria com Celina Leão e Michelle Bolsonaro, excluindo o atual governador das vagas prioritárias ao Senado.
Mediante o avanço da coleta de assinaturas para a CPI, a expectativa é que a pressão sobre o STF aumente para incluir os contratos do escritório nas investigações da Operação Compliance Zero.