Enquanto os defensores defendem o fortalecimento da democracia, os críticos alertam para o perigo da “doutrinação” e do aumento do currículo escolar básico.
Apesar do parecer favorável nas comissões, o projeto enfrenta forte oposição no Plenário. Senadores como Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) argumentam que o currículo brasileiro já está sobrecarregado e que o foco deveria ser a profundidade em disciplinas fundamentais, em vez da criação de novas questões que possam se tornar “leis que não pegam”.
O debate também está marcado pelo temor da polarização política. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) classificou o projeto como “extremamente perigoso”, expressando preocupação com a neutralidade do ensino em um ambiente político dividido. Já o senador Carlos Portinho (PL-RJ) sugeriu que a matéria seja encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para avaliar sua constitucionalidade antes de retornar ao Plenário. Por outro lado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) rebateu as críticas, afirmando que o ensino da cidadania valoriza o pluralismo de ideias e evita perspectivas sectárias, sendo essencial para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito.