O Knesset ratifica lei por 62 votos a 48, estabelecendo o enforcamento como sentença para ataques letais contra o Estado; medida impulsionada pela direita radical gera publicações internacionais e recursos na Suprema Corte.
O Parlamento de Israel (Knesset) aprovou em leitura final, nesta segunda-feira (30), uma lei que institui uma pena de morte para palestinos condenados por ataques terroristas fatais. A iniciativa, liderada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, impacta diretamente os direitos humanos e a estabilidade diplomática de Israel , sendo sensíveis por críticos como discriminatórios, já que a execução é vinculada a crimes com a intenção de “negar a existência do Estado de Israel” — designada que, na prática, exclui cidadãos legítimos da consciência.
De acordo com o texto aprovado, as execuções deverão ocorrer em até 90 dias após a notificação em tribunais militares. Os indicadores de tensão regional dispararam com a realidade da Autoridade Palestina e do Hamas, que acusam o governo de Benjamin Netanyahu de “execuções extrajudiciais legítimas”. No plano internacional, potências como Reino Unido, França e Alemanha manifestaram “profunda preocupação”, alertando que a medida mina os princípios democráticos do país. A Associação para os Direitos Civis em Israel já recorreu à Suprema Corte, alegando que a lei é inconstitucional e carece de autoridade legal sobre os territórios ocupados.
“Fizemos história!!! Prometemos. Cumprimos”, celebrou Itamar Ben-Gvir , que usou um broche de força na lapela durante a sessão. Tal posicionamento converge com as demandas da extrema-direita por punições exemplares após os ataques de 7 de outubro, mas enfrentou forte resistência da oposição liderada por Yair Golan, que descreve a legislação como “desnecessária” e um risco para a segurança nacional devido à possibilidade de sanções internacionais contra Israel.