PROJETO DE PODER EM XEQUE: ANO COMEÇA COM CALOTE NO 13º E ISOLAMENTO POLÍTICO

Entre o atraso sistemático no pagamento dos servidores e o vácuo na linha sucessória, governadora vê aliados debandarem enquanto tenta viabilizar fuga para o Senado.

As indefinições políticas no Rio Grande do Norte marcaram o início do ano eleitoral. A iniciativa de Fátima Bezerra , que insiste em renunciar ao cargo em abril para disputar o Senado, visa garantir sua política de sobrevivência no Congresso, mas impacta diretamente a estabilidade do Estado, que enfrenta a recusa do vice-governador Walter Alves em assumir a gestão.

Segundo as informações apuradas, o processo de desagregação da base governista teve início após o vice Walter Alves sinalizar preferência pelo palanque da oposição, liderado por Allyson Bezerra. Os dados indicam que essa mudança gera um crescimento da instabilidade administrativa, agravada pelo fato de o governo ter encerrado mais um ano sem quitar o 13º salário do funcionalismo, empurrando o pagamento para janeiro sob pressão de ações judiciais.

“O governo terminou o ano sem pagar o 13º salário aos servidores, o que motivou ações na Justiça”, destaca a análise sobre o cenário de oscilação na popularidade do governadora. A decisão de Fátima Bezerra de manter a pré-candidatura ao Senado vem ao encontro das novas demandas de renovação, enquanto a oposição liderada pelo prefeito de Mossoró já aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto para o governo.

O cenário de indefinição persiste enquanto o governador tenta emplacar o secretário Cadu Xavier como sucessor, enfrentando resistência até mesmo entre antigos aliados do MDB.

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