A proposta de redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 36 horas semanais ganhou
impulso no Congresso em 2026, tornando-se um dos temas mais debatidos na agenda
legislativa e eleitoral. O presidente Lula é um defensor entusiasta da medida, argumentando
que a legislação trabalhista brasileira, criada em 1943, precisa ser atualizada para
refletir a realidade do trabalho no século XXI.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
é um dos principais articuladores da proposta no Congresso. A medida tramita por meio
de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) apresentadas por diferentes bancadas.
O setor empresarial alerta para riscos de aumento do desemprego, da informalidade e
de perda de competitividade da economia brasileira. Economistas apontam que, sem uma
redução proporcional dos salários, a medida pode elevar os custos para as empresas e
levar à substituição de mão de obra por tecnologia. Defensores da proposta argumentam
que a redução da jornada está associada a ganhos de produtividade e qualidade de vida
dos trabalhadores, com experiências positivas em países europeus.
O debate será intenso
tanto no Legislativo quanto na campanha eleitoral de outubro.