Investidores mantêm foco nos desdobramentos da guerra e em sinais contraditórios da Casa Branca sobre a incidência no Oriente Médio.
O dólar transferido o dia em queda, mas inverteu o sinal para registrar alta frente ao real. A transação ocorre em um cenário de correção técnica após a moeda americana ter fechado a segunda-feira em R$ 5,1641 , acumulando uma desvalorização de 5,92% no ano, impactando diretamente o setor de importação e as estratégias de investidores de câmbio .
Segundo informações do mercado, o foco dos operadores está dividido entre a queda nos preços do petróleo e as ameaças de Donald Trump de reagir com “20 vezes mais força” caso o Irã bloqueie o Estreito de Ormuz. Os indicadores apontam que a incerteza sobre a duração da guerra, alimentada por declarações divergentes entre o Pentágono e a presidência americana, gera um ambiente de instabilidade, enquanto o PIB da África do Sul surpreende positivamente com crescimento de 1,1% em 2025.
“A intervenção pode terminar em breve”, afirmou Donald Trump , contrastando com o alerta do chefe do Pentágono, Pete Hegseth , de que os ataques seriam intensificados. Tal cenário converge com as demandas atuais de segurança energética e estabilidade geopolítica , onde a falta de uma agenda econômica doméstica robusta deixa o câmbio brasileiro à mercê das variações das commodities e das alterações militares globais.
Mediante a volatilidade externa e os dados de inflação do IGP-M, a expectativa é que o dólar continue operando com oscilações bruscas até que haja uma definição clara sobre o conflito no Irã.