RÚSSIA À BEIRA DO COLAPSO FINANCEIRO APÓS 4 ANOS DE GUERRA

Quatro anos após o início da invasão da Ucrânia, a economia russa enfrenta seu
cenário mais crítico desde o início do conflito. Autoridades do alto escalão do
governo russo vêm alertando o presidente Vladimir Putin sobre a possibilidade de
uma crise financeira ainda no verão do Hemisfério Norte de 2026. A receita do
petróleo, principal fonte de recursos do Estado russo, caiu cerca de 50% em
janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, os gastos
militares superam 12 trilhões de rublos e não podem ser cortados.

O PIB russo cresceu apenas 0,5% em 2025 — o pior desempenho desde o início da
guerra — e o FMI projeta crescimento de apenas 0,8% em 2026. A inflação em dois
dígitos, juros elevados (em torno de 16% ao ano, apesar da recente redução) e
o esgotamento de reservas cambiais compõem um quadro de estagnação prolongada.
O número de empresas inadimplentes cresceu acentuadamente, elevando o risco de
uma crise bancária sistêmica. Um centro de estudos macroeconômicos ligado ao
governo avaliou que o país pode enfrentar uma situação de pré-default.

Enquanto isso, no front militar, a Ucrânia intensifica ataques com drones às
infraestruturas energéticas russas — refinarias, depósitos de petróleo e usinas.
Em abril de 2026, drones ucranianos atingiram a refinaria NORSI em Nizhny
Novgorod, a quarta maior do país, e o terminal de exportação de petróleo em
Novorossiysk. Negociações de paz mediadas pelos EUA chegaram sem avanços, com
Trump defendendo o encerramento do conflito até junho de 2026. A combinação de
guerra prolongada, colapso das receitas do petróleo e pressão do Ocidente via
sanções coloca a economia russa num ponto crítico sem precedentes.

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