RÚSSIA: BANCO CENTRAL PREVÊ CRESCIMENTO ENTRE 0,5% E 1,5% EM 2026

O Banco Central da Rússia reduziu sua taxa diretora e publicou projeções de
crescimento do PIB entre 0,5% e 1,5% para 2026, num cenário de estagnação
econômica causada pela continuidade da guerra na Ucrânia, pelas sanções ocidentais
e pela queda das receitas do petróleo. A autoridade monetária estima crescimento
entre 1,5% e 2,5% para 2027 e 2028, e projeta redução dos juros ao longo de 2026
para entre 13% e 15%, com uma nova queda para 8% a 9% em 2027.

A presidente do Banco Central russo, Elvira Nabiúlina, afirmou que a situação
econômica está “se desenvolvendo dentro do cenário básico”. A política de juros
altos, mantida para conter a inflação, tem sido amplamente criticada pelo
Ministério do Desenvolvimento Econômico e pelos empresários russos, que alertam
que a falta de crédito acessível trava a economia. As altas taxas de juros, em
torno de 16%, restringem investimentos e consumo num momento em que o país já
enfrenta escassez de mão de obra em razão do esforço de guerra.

O orçamento federal russo para 2026 prevê despesas de mais de 44 trilhões de
rublos, mas o impacto real sobre a economia deve ser limitado após o ajuste pela
inflação. A arrecadação ficou abaixo do previsto em 2025 pela primeira vez desde
o início da pandemia. A queda do preço do petróleo, combinada às sanções que
forçam a Rússia a vender seu petróleo com desconto, afetou diretamente as receitas
federais. Economistas alertam: enquanto a guerra continuar, os recursos seguirão
direcionados à produção de armamentos, reduzindo o investimento em áreas civis
como saúde, educação e infraestrutura.

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