Enquanto crianças morrem e cirurgias são canceladas, relatório oficial revela que o governo petista não aplicou o mínimo exigido pela Constituição no primeiro semestre de 2025.
A divulgação do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) expôs a negligência financeira do Governo do Estado em Natal. A iniciativa de Fátima Bezerra , que reteve repasses obrigatórios, mascara a crise fiscal e impacta diretamente pacientes que dependem de UTIs, cirurgias e medicamentos básicos, resultando em um sistema de saúde em colapso total.
Segundo as informações apuradas, o processo de desmonte teve início com a retenção de verbas: dos R$ 3,1 bilhões previstos, apenas R$ 947 milhões foram pagos até junho. Os dados indicam que essa gestão temerária gerou um déficit de R$ 379 milhões em relação ao limite constitucional de 12%, além de acumular quase R$ 93 milhões em dívidas de anos anteriores que nunca foram quitadas, revelando um histórico de desrespeito à Lei Complementar 141/2012.
“Há um descompasso entre compromisso e pagamento. Grande parte dos recursos anunciados não se traduz em dinheiro que chega aos hospitais”, aponta a análise técnica dos dados. A postura de Fátima Bezerra vem ao encontro das novas demandas por transparência, uma vez que o governo é acusado de usar “maquiagem fiscal” para esconder que serviços essenciais, como a Atenção Básica, receberam menos de 5% do valor planejado para o período.
O desabastecimento generalizado e o bloqueio de leitos permaneceram sem proteção, enquanto o governo estadual descumpre as metas de investimento em assistência hospitalar e nutrição.