A segurança pública consolidou-se como o principal eixo do debate político no Brasil em 2026, após a megaoperação policial no Rio de Janeiro em outubro de 2025 que deixou mais de 121 mortos no Complexo do Alemão e da Penha. O evento dividiu o país: a esquerda chamou de “chacina”, enquanto a direita celebrou como reação legítima ao crime.
O presidente Lula afirmou que a ação “extrapolou seu propósito”, gerando crítica dura da oposição. Governadores como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Cláudio Castro e Ronaldo Caiado lançaram o “Consórcio da Paz”, iniciativa de cooperação em segurança fora do âmbito federal. A CPI do Crime Organizado foi instalada no Senado após o episódio.
Lula sancionou lei que endurece penas contra quem tenta obstruir investigações sobre organizações criminosas, projeto do senador Sergio Moro (União-PR). Analistas avaliam que a pauta da segurança favorece a direita nas eleições de outubro. O tema impôs ao governo Lula o desafio de construir uma narrativa de combate ao crime sem alienar sua base eleitoral tradicional.
A possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos acrescenta uma dimensão geopolítica ao debate.