Contrato do Brent atinge US$ 109,44 em meio à escalada militar entre Israel e Irã; EUA reforçarão a presença de tropas enquanto Teerã confirma a morte do comandante da Guarda Revolucionária.
O mercado global de energia opera sob forte pressão nesta segunda-feira (30), com os preços do petróleo registrando nova alta após o presidente Donald Trump admitir o desejo de “tomar o petróleo” do Irã. A iniciativa de Washington de considerar uma incursão à Ilha de Kharg — principal centro de exportação iraniano — impacta diretamente a oferta global da commodity e a estabilidade das rotas marítimas , elevando o valor do barril Brent em quase 4% nas negociações de abertura.
De acordo com o cenário militar, as Forças de Defesa de Israel confirmaram ataques às infraestruturas em Teerã, enquanto o Irã retaliou com mísseis balísticos contra complexos industriais israelenses. Os indicadores econômicos refletem o temor de um desabastecimento prolongado: desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o petróleo já acumulou alta de 45% , saltando de US$ 72 para o patamar atual de US$ 107,90 . O Pentágono já mobilizou mais de 50 mil soldados na região, enquanto Teerã confirmou a morte de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária e mentor do bloqueio no Estreito de Ormuz.
“Minha coisa favorita é tomar o petróleo do Irã”, afirmou Donald Trump , comparando a estratégia à intervenção realizada na Venezuela em janeiro. Tal retórica converge com as demandas atuais de segurança energética e contenção do financiamento ao terrorismo , mas a entrada dos rebeldes houthis no conflito no último sábado adicionou uma nova camada de risco ao transporte no Mar Vermelho, provocando quedas acentuadas nas bolsas asiáticas (Tóquio -2,81%; Seul -2,97%) e uma corrida por metais, com o alumínio subindo 6% após ataques às usinas no Golfo.