Wolney Queiroz completa um ano à frente do Ministério do Trabalho e Emprego

O ministro do Trabalho e Emprego, Wolney Queiroz, está prestes a completar
um ano à frente da pasta. Ele assumiu o cargo em substituição a Carlos Lupi,
que deixou o ministério em meio ao escândalo que envolveu o Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) — investigado por irregularidades que geraram crise
institucional e desgaste político para o governo.

Ao longo do seu primeiro ano, Wolney Queiroz conduziu a agenda trabalhista
do governo em um período de grandes discussões, com destaque para as
negociações sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos, que mobilizou
trabalhadores, plataformas e órgãos do governo em uma longa negociação.

Entre as pautas prioritárias da pasta estão também as políticas de geração
de emprego formal, o combate ao trabalho análogo à escravidão e a fiscalização
de condições de trabalho em setores de alta vulnerabilidade. O ministério
também se envolveu nas discussões sobre a escala de trabalho 6×1, tema que
gerou grande repercussão nas redes sociais e no Congresso Nacional ao longo
de 2025, com a proposta de redução para uma escala 4×3 reunindo amplo apoio
popular mas enfrentando resistência de setores empresariais.

Com as eleições se aproximando, Wolney Queiroz também é mencionado como
potencial candidato a cargos eletivos, embora não tenha confirmado intenção
de disputar nenhuma vaga nas eleições de outubro. A permanência ou saída de
ministros como ele é parte do complexo rearranjo político que o governo federal
enfrenta na reta final do mandato, equilibrando necessidades eleitorais e de
governabilidade.

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